História

A história da Vila Guarani é muito semelhante à de toda a região onde está situada.
Desde as prímeiras chácaras até meados do século XX, o desenvolvimento da região foi lento; o comércio era feito por pequenas vendas e ainda havia pequenas olarias (lugares onde se fabrica peças de cerâmica). A grande maioria das ruas não tinha pavimentação e, segundo relatos de antigos moradores, elas eram estreitas e com muito pó (barro, quando chovia). Por ali também passavam tropas de bois que eram levadas para o matadouro de Santo Amaro.

O transporte mais popular do bairro na primeira metade do século XX era o bonde. Aquele que servia a região percorreu, até 1938, um percurso até a atual área do Aeroporto de Congonhas, onde anteriormente havia uma raia para corrida de cavalos. O bonde ainda voltou a circular por cinco anos na década de 50, até o bairro de São Judas.

Os terrenos da Vila Guarani eram totalmente desvalorizados à época, sendo vendidos por preços irrisórios ou até mesmo trocados por produtos ou serviços, afinal, sua localização distante do centro, desenvolvido, da capital dificultava o acesso da população a várias necessidades. A situação mudou somente a partir da década de 40, com a construção de dois grandes projetos: O Aeroporto de Congonhas e a Igreja de São Judas Tadeu.

Em 1968 começaram as obras da primeira linha de trens subterrâneos da cidade de São Paulo. O metrô, como ficou conhecido em todo o país (abreviação de Metropolitano), marcou como estação inicial dessa linha (Norte-Sul) um ponto no Jabaquara (distrito do qual a Vila Guarani faz parte) que seria o terminal para estacionamento e manobra dos trens. A segunda estação da linha Norte-Sul foi batizada de Estação Conceição devido à estrada da Conceição, que passava por onde a estação foi construída.

A estação Conceição é considerada por todos como o fator mais importante para o incrível desenvolvimento do bairro que se viu posteriormente. Concluída e inaugurada em Setembro de 1974, a estação supervalorizou a região e atraiu moradores como nunca visto antes na história da Vila Guarani. Segundo estudos da década de 80, no período de cerca de dez anos após o início das obras do metrô, os imóveis nas imediações da estações tiveram uma valorização de até 12.300%. Em um período de apenas 5 anos, cerca de 20 edifícios foram erguidos na paisagem próxima à estação.

A localização do bairro, antes esquecido por ser considerado “afastado”, se tornou privilegiada. Além do metrô, que proporciona o deslocamento até o norte da capital (e posteriormente para as regiões leste e oeste da cidade), é possível encontrar nas proximidades a Avenida dos Bandeirantes, que liga as marginais à Rodovia Anchieta e Rodovia dos Imigrantes, a Avenida Engenheiro Armando de Arruda Pereira que fornece acesso à região de Diadema, passando pela Estação Conceição do metrô, e também as avenidas Indianópolis e 23 de Maio, que são acessos para o centro da cidade.

O alto crescimento populacional veio acompanhado de uma grande urbanização e desenvolvimento. Pouco tempo depois o bairro já contava com quase todos os serviçoes de infra-estrutura que necessitava e podia ser considerado quase “auto-suficente”, pois o comércio desenvolveu-se de tal modo que as necessidades imediatas da população era facilmente supridas sem precisar-se ir para muito longe.

O desenvolvimento comercial e financeiro na região com empresas de grande porte começou em 1985, com a conclusão do Itaú Unibanco Centro Empresarial, uma vasta área ao lado da estação Conceição que passou a ser a sede principal do Banco Itaú e atualmente conta com 5 grandes edifícios. Sete anos depois, em 1992 foram concluídas as obras do Centro Empresarial do Aço (CEA), que passou a ser a maior estrutura metálica da América Latina e abriga grandes empresas (algumas multinacionais) do ramo. Várias filiais dos maiores bancos do país se instalaram no bairro, principalmente no trecho inicial da Avenida Engenheiro Armando de Arruda Pereira.

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