15 motivos para amar o Jabaquara

15 motivos para amar o Jabaquara

Importante na história da urbanização de São Paulo, o distrito do Jabaquara, na Zona Sul, já serviu de refúgio de escravos e caminho para o porto de Santos. Também foi o lugar escolhido pela prefeitura para abrigar o Aeroporto de Congonhas. Anos depois, recuou seu território, deixando o espaço aeroviário para Santo Amaro. Confira aqui uma lista com 25 motivos que reforçam a importância do bairro:

1 – Se você ama viajar para a praia, com certeza já pegou ônibus na Rodoviária do Jabaquara. O terminal foi inaugurado em maio de 1977 e conta com uma área de mais de 12 000 metros quadrados. Espaço esse que atende cerca de 15 000 usuários por dia saindo e chegando pelas 24 plataformas com destino ao litoral paulista. Bertioga, Cubatão, Guarujá, Peruíbe, Praia Grande e Santos são os destinos mais procurados.

2 – No bairro vizinho, Santo Amaro, se localiza quase que a totalidade do Aeroporto de Congonhas – o Jabaquara fica apenas com a visão traseira das pistas. Inaugurado em 1936, o terminal aeroviário era uma das atrações da cidade na época. Hoje, o aeroporto consiste no terceiro mais movimentado do Brasil e o primeiro da rede Infraero, já que o Aeroporto Internacional de Guarulhos e o Aeroporto Internacional de Brasília são propriedades da iniciativa privada. O nome vem de Visconde de Congonhas do Campo, apelido do primeiro governador de São Paulo que nasceu nessa cidade mineira. Congonhas também é uma erva-mate natural de Minas Gerais.

3 – O nome Jabaquara vem do tupi guarani YAB-A-QUAR-A, que significa rocha ou buraco, ou rota de fuga. A região era tomada por mata deserta e serviu, nos tempos da escravidão, como abrigo para escravos fugitivos que tentavam chegar até Santos para atravessar o oceano de volta para a África. Também servia de ponto para repouso de viajantes que se dirigiam a Santo Amaro e à Borda do Campo.

4 – Considerada o grande marco da mobilidade e o pontapé inicial do metrô na cidade, a estação Jabaquara foi a primeira a ser construída, inaugurada em 1974. Para a primeira viagem da Linha 1-Azul, o presidente da República naquela época, Emílio G. Médici, veio à capital. Em seu trajeto inicial, os trens circulavam da estação Jabaquara com destino à Vila Mariana, distantes cerca de 6,4 quilômetros. No final da linha norte-sul, existe ainda um dos três pátios de manutenção de trens paulistanos, com oficina elétrica, eletrônica, mecânica e estrutural.

5 – Há diversos registros de que, até os anos 50, uma das principais atividades econômicas do local consistia no cultivo de flores selvagens, e a abaparia capensis (tulipa-do-inverno) se mostrava a principal fonte de renda dos habitantes naquela época.

6 – Lá também fica o Museu da Lâmpada, que aborda o tema da luz – da descoberta do fogo até a criação das lâmpadas que temos em nossas casas hoje. Inaugurado em 2012, conta com uma linha do tempo que diverte o público de todas as idades.

7 – A construção da Paróquia São Judas Tadeu ocorre em 1940 a pedido do arcebispo metropolitano Dom José Gaspar Afonso e Silva. Atualmente, o espaço muito procurados por fieis do santo conta com duas igrejas e se localiza na avenida que leva o nome do bairro.

8 – Rumo à urbanização, em meados de 1930, foi construída a Avenida Washington Luís, facilitando o desenvolvimentos de novos bairros nos entorno do distrito, como a Vila Mascote, o Jardim Aeroporto e a Cidade Vargas (inaugurada pelo próprio presidente Getúlio Vargas). Ainda falando sobre importantes vias de acesso da região, a Avenida Jornalista Roberto Marinho foi construída para desafogar o trânsito para quem se dirige rumo à Rodovia dos Imigrantes, que leva ao litoral paulista.

9 – Da estação de metrô Jabaquara, você tem fácil acesso ao Zoológico de São Paulo por meio de um serviço de micro-ônibus. O local foi eleito o melhor zoológico do Brasil e o quinto da América Latina pelo site de turismo TripAdvisor. Ocupando uma área de 900 000 metros quadrados, dá a aporunidade também do público passear de passeios noturnos.

10 – Próximo à estação Conceição do Metrô (ainda no Jabaquara), o Parque Lina e Paulo Raia foi inaugurado em meados de 1980 como realização do Projeto CURA (Comunidades Urbanas de Recuperação Acelerada). A Escola Municipal de Iniciação Artística (EMIA), que introduz a temática cultural a crianças de 5 a 12 anos, está sempre no pedaço. 

11 – Uma das bibliotecas públicas mais charmosas da capital, a Biblioteca Paulo Duarte, está lá. Parte integrante do Centro Cultural Jabaquara, o local virou referência em cultura afro-brasileira e foi integrado à Biblioteca Doutor Joaquim José de Carvalho. O espaço ainda recebe shows, cursos e oficinas criativas.

12 – O Jardim Botânico conta com mais de 360 000 metros quadrados de áreas verdes. O parque abriga vegetação remanescente de Mata Atlântica. Quer um pouco de aventura? Há uma trilha de cerca de 1 quilômetro até a nascente do Rio Ipiranga. Mas fique tranquilo, o caminho é fácil e sem muitos obstáculos. Na Alameda Fernando Costa, você pode conferir uma exposição rotativa que aborda a biodiversidade. Se for em um grupo a partir de dez pessoas, dá para agendar visitas guiadas pelo local.

13 – Todos os produtos à venda no Shopping do Real (Avenida Jabaquara, 877)custam apenas 1 real. Chegou a hora de você quebrar seu porquinho. Tem de tudo um pouco por lá: guloseimas diversas (pacotes de biscoitos recheados, sacos de balas), utilidades domésticas (abridores de garrafa, potes, talheres) e itens de papelaria (canetas, cadernos).

14 – O Parque Nabuco, com uma área verde de mais de 31 000 metros quadrados, oferece espaço para caminhada, corrida ou fazer um piquenique. Fica aberto diariamente das 6h às 18h. Dá para curtir o dia com as crianças no período de férias ou tomar um tempo para se exercitar e colocar o projeto verão em andamento.

15 – Centro de Exposições Imigrantes: o espaço recebe grandes eventos, como a Campus Party (um dos maiores eventos de tecnologia do mundo) e Comic Con Experience (evento geek que teve origem em San Diego, nos EUA).

Fonte: Veja São Paulo